A disputa eleitoral em Pernambuco ganhou mais um capítulo nesta quinta-feira (17). A equipe jurídica da Coligação Pernambuco de Coração, liderada pela governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD), foi à Polícia Federal, no Recife, para apresentar informações sobre o homem detido em uma ocorrência envolvendo bandeiras da campanha.
Segundo o advogado Edgar Moury Neto, o episódio teria sido uma ação articulada por integrantes ligados ao PSB, com o objetivo de criar uma falsa associação entre Raquel Lyra e o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). A acusação foi apresentada pela coligação, mas a eventual participação da direção do PSB ainda é objeto de apuração e não foi comprovada publicamente.
O homem detido foi identificado como Alexsandro Pereira da Silva. Ele foi abordado pela Polícia Militar após uma ocorrência envolvendo suposto furto de bandeiras da campanha de Raquel. O caso ocorreu horas antes do ato de Flávio Bolsonaro no Cais da Alfândega, no Recife. Por se tratar de uma ocorrência de natureza eleitoral, o homem foi encaminhado à Polícia Federal.
Durante a coletiva, Moury afirmou que Alexsandro teria ligação política com pessoas próximas ao PSB e que seria cabo eleitoral de João Campos. A coligação também apresentou à PF informações sobre supostos vínculos do detido com lideranças e pessoas ligadas à estrutura política do Recife.
“Militantes falsos, vestidos com as cores partidárias da governadora Raquel, foram cooptados pela militância do PSB”, afirmou o advogado durante a coletiva.
O episódio ganhou ainda outro desdobramento. Um policial civil que interveio na ocorrência efetuou um disparo e atingiu Alexsandro na perna. A SDS-PE informou que instaurou procedimento na Corregedoria para apurar a atuação do policial.
Enquanto a campanha de Raquel sustenta que houve uma tentativa de criar uma associação artificial entre a governadora e Flávio Bolsonaro, a coligação de João Campos (PSB) apresentou questionamentos sobre a atuação do policial e sua relação com uma empresa apontada como fornecedora da campanha de Raquel. O caso, portanto, passou a envolver acusações cruzadas entre os dois grupos políticos.
Até o momento, as acusações sobre uma suposta articulação da cúpula do PSB permanecem sob apuração. A Polícia Federal deverá analisar os elementos apresentados pelas partes, enquanto a Corregedoria da SDS investiga o disparo efetuado durante a ocorrência.



