Considerado um período de intensa movimentação cultural e turística, o Carnaval de 2026 deve gerar um impacto de R$ 10,79 bilhões no comércio de Pernambuco apenas com a circulação de mercadorias. O levantamento é do Hub de Dados do Comércio da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado (Fecomércio-PE) e aponta uma retração de 1,3% em relação ao mesmo período de 2025, reflexo de um cenário de consumo mais contido pelas famílias.
De acordo com o estudo, a previsão de arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em fevereiro de 2026 é de aproximadamente R$ 2,2 bilhões, com os valores ajustados pela inflação de dezembro de 2025, segundo informações do Diário de Pernambuco.
“O levantamento projeta uma movimentação econômica otimista durante o Carnaval, com expectativa de que o consumo ligado exclusivamente a este período supere em 1,6% o registrado no ano anterior. Esse desempenho está associado à capacidade dos empresários de planejar e implementar estratégias para aproveitar a demanda temporária”, explica Rafael Lima, economista do Hub de Dados do Comércio da Fecomércio-PE.
Durante os quatro dias de festividade, o impacto sobre a economia estadual deve chegar a cerca de R$ 141,8 milhões em mercadorias, equivalentes a 1,3% do total projetado para fevereiro e 1,6% acima do Carnaval de 2025. O intervalo de confiança da estimativa varia entre R$ 119,1 milhões e R$ 164,5 milhões, com 95% de certeza.
Para o presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac Pernambuco, Bernardo Peixoto, o Carnaval representa um período estratégico para o setor terciário. “As festas de Pernambuco seguem relevantes para o comércio e os serviços. No varejo, o período reforça o caixa e impulsiona vendas, enquanto os setores de serviços e turismo registram aumento de demanda. É um momento de oportunidades para toda a cadeia econômica”, destacou.
A análise histórica da série entre 2013 e 2026 evidencia crescimento gradual da arrecadação real, com variações sazonais. Desde 2020, observa-se maior volatilidade, reflexo dos efeitos econômicos provocados pela pandemia.
O estudo também aponta que os meses de Carnaval apresentam desempenho econômico acima ou próximo da média mensal, seguidos de acomodação da atividade nos meses seguintes. Esse padrão recorrente reforça a relevância do período, especialmente para os setores de serviços e atividades diretamente vinculadas às festividades.

