Entenda a nova polêmica envolvendo João Campos, Raquel Lyra e a Polícia Civil no Domingo Espetacular

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Pernambuco

A Secretaria de Defesa Social de Pernambuco informou que a operação citada em reportagem exibida pelo programa Domingo Espetacular, da TV Record, foi motivada por uma denúncia anônima que apontava a suspeita de recebimento de propina por um servidor público. Segundo a pasta, no entanto, a apuração não avançou para a abertura de inquérito policial devido à ausência de indícios mínimos que sustentassem a configuração de crime.

Em nota, a Prefeitura do Recife reagiu de forma crítica à atuação policial, classificando-a como irregular e abusiva. O secretário de Articulação Política e Social, Gustavo Monteiro, afirmou ter sido surpreendido com a informação de que estaria sendo monitorado e declarou que estuda a adoção de medidas junto à Polícia Federal.

A reportagem apresentou denúncias consideradas de alta gravidade relacionadas à condução de ações da Polícia Civil de Pernambuco durante a atual gestão estadual, comandada pela governadora Raquel Lyra (PSD). O conteúdo veiculado levanta questionamentos sobre um possível uso político da estrutura da segurança pública em um contexto pré-eleitoral.

De acordo com a emissora, agentes da Polícia Civil teriam acompanhado a rotina de Gustavo Monteiro e de seu irmão, Eduardo Monteiro, assessor da administração municipal. Trocas de mensagens exibidas na reportagem indicam a possível instalação de um equipamento de rastreamento no veículo de Eduardo, sem respaldo de decisão judicial.

Ainda segundo o material apresentado, os dados obtidos teriam circulado em um grupo de WhatsApp formado por policiais e delegados, no âmbito de uma ação interna identificada como “Nova Missão”. O sindicato da categoria, conforme a reportagem, relata que servidores estariam sendo pressionados a cumprir ordens consideradas ilegais, sob risco de sanções internas.

As reportagens apontam que o conjunto de documentos, mensagens e relatos reunidos sugere a existência de uma estrutura paralela dentro da corporação, que teria direcionado ações contra adversários políticos do governo estadual, afastando-se dos princípios técnicos, legais e institucionais que regem a atividade policial.

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