Categoria: Pernambuco

  • Raquel Lyra bate o pé por Priscila Krause na vice e guerra na chapa agora se concentra ao Senado.

    Raquel Lyra bate o pé por Priscila Krause na vice e guerra na chapa agora se concentra ao Senado.

    A disputa pela formação da chapa governista para 2026 começa a ganhar contornos cada vez mais definidos nos bastidores da política pernambucana. Enquanto o Senado segue sendo alvo de uma intensa queda de braço entre aliados, um nome parece ter saído da zona de dúvidas: Priscila Krause.

    Nos corredores do poder, a avaliação é de que a governadora Raquel Lyra não pretende abrir mão da atual vice na tentativa de buscar a reeleição. A relação de confiança construída durante a gestão e o protagonismo de Priscila dentro do governo fortaleceram sua posição, tornando praticamente consenso entre aliados sua permanência na chapa.

    Com a vaga de vice considerada praticamente consolidada, o foco das negociações migrou para o Senado. É nesse espaço que se trava a verdadeira batalha política, envolvendo lideranças como Eduardo da Fonte e Miguel Coelho, além da pressão de partidos que querem garantir espaço na composição majoritária.

    A montagem da chapa exige uma delicada engenharia política, equilibrando interesses regionais, partidários e nacionais. Cada movimento pode alterar o tabuleiro e redefinir alianças para a eleição de 2026.

    Se a vice parece cada vez menos uma incógnita, o Senado virou o principal campo de disputa do grupo governista. Até a definição final da chapa, as articulações prometem intensificar a pressão nos bastidores e colocar à prova a capacidade de negociação da base aliada.

  • Raquel nomeia 15 bolsonaristas e redesenha aliança com o PL no estado.

    Raquel nomeia 15 bolsonaristas e redesenha aliança com o PL no estado.

    A governadora Raquel Lyra deu novos sinais de reaproximação com o PL em Pernambuco após nomear 15 nomes ligados ao partido para cargos em seu governo. As nomeações, publicadas no Diário Oficial desta quarta-feira (1º), fortalecem a interlocução com o grupo comandado pelo ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Anderson Ferreira.

    Por meio de decreto, o governo estadual remanejou cargos comissionados de oito secretarias e da vice-governadoria para a estrutura da Casa Civil. Entre os nomeados está André Trajano, ex-secretário de Turismo de Jaboatão durante a gestão de Anderson Ferreira.

    Trajano chegou a ocupar a presidência do Detran-PE, mas acabou exonerado pela própria Raquel Lyra após suspeitas de irregularidades. A lista também inclui nomes conhecidos do grupo político de Anderson, como o ex-vereador de Jaboatão Pastor Ginaldo, Alexandre Menezes de Moura Filho, irmão do vereador do Recife Fred Ferreira (PL), além de Daniel Nascimento e Denis Oliveira Silva.

    Todos os nomeados já passaram por cargos na administração de Jaboatão durante os governos de Anderson Ferreira e de Mano Medeiros, que assumiu a prefeitura após a saída de Anderson.

    As nomeações ocorrem em meio a especulações sobre os rumos do PL nas eleições de 2026. Nos bastidores, chegou a ser ventilada a possibilidade de o partido lançar candidatura própria ao Governo de Pernambuco, em meio ao desconforto com a ausência de apoio explícito de Raquel Lyra à candidatura presidencial do PL.

    Com o movimento, cresce a leitura de que a sigla pode priorizar a construção de chapas proporcionais, fortalecendo projetos como uma possível candidatura de Anderson Ferreira à Câmara dos Deputados e de André Ferreira à Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).

  • A inteligência artificial pode decidir as eleições? Nova arma digital já mudou a política brasileira

    A inteligência artificial pode decidir as eleições? Nova arma digital já mudou a política brasileira

    A inteligência artificial deixou de ser apenas uma ferramenta tecnológica para se tornar uma força com potencial real de influenciar eleições. Se rádio, televisão e redes sociais transformaram campanhas ao longo da história, a IA inaugura uma nova era: a da persuasão automatizada em escala. Hoje, máquinas conseguem criar vídeos, vozes, imagens e discursos quase indistinguíveis da realidade, capazes de moldar opiniões e narrativas em questão de minutos.

    Em Pernambuco, os sinais dessa transformação já são visíveis. Adversários do ex-prefeito do Recife, João Campos, passaram a utilizar vídeos gerados por IA para ironizar a gestão e atacar figuras ligadas ao seu grupo político. O impacto foi tamanho que o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) determinou a retirada de conteúdos com inteligência artificial e sátiras políticas contra o pré-candidato ao governo estadual, por entender que as publicações poderiam influenciar a percepção do eleitorado. Do outro lado, a governadora Raquel Lyra também já aparece em conteúdos com uso de IA para ampliar alcance e reforçar sua comunicação.

    No cenário nacional, o fenômeno se intensifica. Um dos casos mais comentados foi um vídeo criado por IA simulando o senador Flávio Bolsonaro em uma cena fictícia de combate ao crime. Casos como esse mostram como a linha entre sátira, propaganda e desinformação está cada vez mais tênue. O risco central é claro: conteúdos falsos, mas altamente convincentes, podem despertar medo, indignação ou admiração antes mesmo de qualquer checagem.

    A eleição de 2026 pode marcar a consolidação dessa nova realidade no Brasil. A inteligência artificial pode democratizar informação e modernizar campanhas, mas também pode ser usada para manipular emoções e fabricar narrativas em escala industrial. No fim, a disputa eleitoral do futuro talvez não seja apenas entre candidatos, mas entre verdade e manipulação digital. A grande questão já não é se a IA influenciará eleições, mas quanto poder estaremos dispostos a entregar às máquinas sobre nossas decisões políticas.

  • Governo de Pernambuco inaugura novo hospital no Paulista para reforçar atendimento e desafogar o Hospital da Restauração

    Governo de Pernambuco inaugura novo hospital no Paulista para reforçar atendimento e desafogar o Hospital da Restauração

    A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) inaugura nesta segunda-feira (15) o Hospital Nossa Senhora Aparecida (HNSA), localizado no município do Paulista, na Região Metropolitana do Recife. A nova unidade passa a integrar a Rede Estadual de Atenção à Saúde e recebeu investimentos de R$ 178 milhões para sua implantação.

    Administrado pela Organização Social de Saúde HTri, o hospital possui capacidade para 213 leitos e foi estruturado para atender pacientes de cerca de 50 municípios pernambucanos, com foco especial na Região Metropolitana Norte.

    De acordo com a SES-PE, o equipamento foi planejado para fortalecer a assistência hospitalar especializada e ampliar o acesso da população aos serviços de saúde na I Macrorregião de Saúde, que reúne Recife e cidades da Região Metropolitana.

    Entre os serviços oferecidos estão atendimentos em pediatria clínica e cirúrgica, neurologia pediátrica, neurocirurgia pediátrica, endoscopia digestiva para adultos e crianças, além de cuidados paliativos.

    Os recursos investidos na implantação da unidade foram destinados à adequação da estrutura física, aquisição de equipamentos e mobiliário hospitalar, incorporação de novas tecnologias e organização dos serviços assistenciais.

    Segundo o Governo de Pernambuco, a entrada em funcionamento do Hospital Nossa Senhora Aparecida deve ampliar a oferta de leitos públicos no estado e ajudar a desafogar importantes unidades de emergência, como o Hospital da Restauração, no Recife.

  • Lula declara apoio a João Campos para disputa do Governo de Pernambuco em 2026

    Lula declara apoio a João Campos para disputa do Governo de Pernambuco em 2026

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manifestou apoio à pré-candidatura do ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), ao Governo de Pernambuco nas eleições de 2026. A declaração foi exibida em vídeo nesta segunda-feira (15), durante o lançamento do programa de participação popular “Chega Junto Pernambuco”, realizado em Gravatá, no Agreste do estado.

    O gesto político de Lula reduz as especulações sobre uma possível divisão do apoio petista entre João Campos e a governadora Raquel Lyra (PSD), cenário que vinha sendo cogitado por aliados da chefe do Executivo estadual após sua aproximação com o governo federal nos últimos meses.

    Na mensagem, o presidente destacou a histórica aliança entre PT e PSB em Pernambuco, relembrando sua convivência com o ex-governador Miguel Arraes e a parceria construída com Eduardo Campos, que comandou o estado entre 2007 e 2014.

    O apoio público ocorre em um momento de equilíbrio na disputa estadual. Segundo levantamento recente de intenção de voto, Raquel Lyra aparece com 48% das preferências no primeiro turno, enquanto João Campos registra 43%. O ex-vereador Ivan Moraes (PSOL) soma 2%, indicando um cenário de forte polarização entre os dois principais nomes da corrida pelo Palácio do Campo das Princesas.

  • Polícia Federal cumpre mandados contra Banco Master e caso alcança PreviPaulista por aplicações suspeitas na antiga gestão.

    Polícia Federal cumpre mandados contra Banco Master e caso alcança PreviPaulista por aplicações suspeitas na antiga gestão.

    A investigação da Polícia Federal envolvendo o Banco Master acabou trazendo reflexos para Paulista e reacendendo um debate que promete movimentar os bastidores políticos da cidade. O motivo: investimentos realizados pela PreviPaulista na instituição financeira que hoje está no centro de uma operação federal.

    As aplicações ocorreram durante o período da antiga gestão municipal do ex-prefeito Yves Ribeiro. No entanto, a PreviPaulista possui autonomia administrativa e financeira, com estrutura própria de governança e responsáveis específicos pela condução de sua política de investimentos.

    Apesar de não existir qualquer acusação formal contra gestores municipais ou dirigentes do instituto, a coincidência entre os investimentos realizados e o atual cenário de investigação inevitavelmente chama atenção e gera questionamentos sobre as decisões tomadas à época.

    Afinal, quais critérios pesaram na escolha da instituição financeira? Quais análises de risco foram realizadas antes da aplicação dos recursos previdenciários? Os mecanismos de controle adotados foram suficientes para garantir a máxima segurança do patrimônio dos servidores? Essas são perguntas que começam a circular com mais intensidade entre servidores, lideranças políticas e moradores da cidade.

    O caso também lança luz sobre um tema que raramente ganha destaque no debate público: a gestão dos recursos da previdência municipal. Trata-se de um patrimônio construído com contribuições de milhares de servidores ao longo dos anos e que exige elevado grau de responsabilidade, transparência e cautela em cada decisão de investimento.

    Nos bastidores políticos, a repercussão já é evidente. Enquanto alguns defendem que as aplicações seguiram critérios técnicos vigentes naquele momento, outros avaliam que o episódio reforça a necessidade de esclarecer detalhadamente como foram conduzidas as operações e quais fatores influenciaram a escolha da instituição financeira.

    À medida que a Polícia Federal avança nas investigações sobre o Banco Master, cresce também a expectativa por respostas que ajudem a dissipar dúvidas e esclarecer se as decisões adotadas naquele período representavam, de fato, as opções mais seguras para a proteção dos recursos previdenciários dos servidores municipais.

    Até o momento, não há qualquer decisão judicial ou conclusão da investigação que aponte irregularidades por parte da PreviPaulista, de seus gestores ou da administração municipal da época. Ainda assim, o caso já foi suficiente para colocar antigas decisões sob os holofotes e reacender o debate sobre transparência e gestão dos recursos públicos em Paulista.

  • PT decidiu: Lula apoiará João Campos nas Eleições 2026.

    PT decidiu: Lula apoiará João Campos nas Eleições 2026.

    Uma declaração do ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias (PT), provocou uma crise nos bastidores da política pernambucana e obrigou a direção nacional do Partido dos Trabalhadores a entrar em campo para apagar o incêndio.

    Nesta segunda-feira (8), o presidente nacional do PT e coordenador da campanha de Lula, Edinho Silva, descartou qualquer possibilidade de palanque duplo em Pernambuco e afirmou que o presidente estará ao lado de apenas um candidato ao Governo do Estado em 2026: João Campos (PSB).

    “A posição está clara desde o início. Em Pernambuco, o presidente Lula tem um único palanque, que é o de João Campos. O PSB é o maior aliado do PT no Brasil. Esse ruído é desnecessário”, disparou Edinho.

    A fala contradiz diretamente Wellington Dias, que havia afirmado ao jornal O Globo que Lula dividiria espaço entre João Campos e a governadora Raquel Lyra (PSD) durante a disputa estadual.

    A repercussão foi imediata. Segundo informações publicadas por O Globo, o próprio João Campos teria procurado a cúpula petista para cobrar explicações após as declarações do ministro. O motivo: o PSB considera a eleição para o Governo de Pernambuco sua principal prioridade nacional em 2026 e não admite qualquer sinal de neutralidade do presidente Lula.

    Nos bastidores, o episódio foi interpretado como uma tentativa de aproximação do PT com Raquel Lyra, que busca ampliar sua base de apoio para a disputa pela reeleição. A movimentação, porém, encontrou forte resistência entre os socialistas.

    Ainda de acordo com a publicação, dirigentes do PSB chegaram a alertar o PT sobre possíveis consequências para a aliança nacional caso Lula dividisse seu apoio em Pernambuco. O recado foi claro: mexer no palanque de João Campos poderia gerar desgaste e reavaliar acordos políticos em outros estados.

    Com a intervenção de Edinho Silva, a direção petista tenta encerrar a polêmica e reafirmar o compromisso com o PSB. Mas o episódio expõe as disputas de bastidores e mostra que a corrida eleitoral de 2026 já começou, e promete turbulência entre aliados.

  • PF mira contratos da Prefeitura do Recife e investiga suposto esquema de propina com recursos federais

    PF mira contratos da Prefeitura do Recife e investiga suposto esquema de propina com recursos federais

    A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram na manhã desta terça-feira (2) a Operação Check-in, que investiga um suposto esquema de corrupção, fraudes em licitações, lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos envolvendo contratos celebrados com a Prefeitura do Recife.

    Segundo a PF, as investigações apontam para o possível pagamento de propina a um agente público do alto escalão da administração municipal por parte de uma empresa contratada para prestação de serviços terceirizados.

    O caso chama atenção pelo volume de recursos envolvidos. Apenas em 2020, a Prefeitura do Recife repassou cerca de R$ 25,8 milhões à empresa investigada. Desse total, aproximadamente R$ 17 milhões tiveram origem em verbas federais.

    As suspeitas surgiram a partir de documentos apreendidos durante a Operação Firenze. Entre os materiais recolhidos estavam talões e canhotos de cheques que, segundo a Polícia Federal, indicariam pagamentos indevidos ao agente público sob investigação.

    Os investigadores também apuram se o esquema pode ter operado durante outros anos, já que a empresa mantinha contratos com a Prefeitura do Recife antes de 2020. Caso as suspeitas sejam confirmadas, o prejuízo aos cofres públicos pode ser significativamente maior do que o inicialmente identificado.

    Ao todo, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão nos municípios de Recife, Jaboatão dos Guararapes e Cabo de Santo Agostinho. A operação mobilizou 32 policiais federais e dois auditores da CGU.

    Os investigados poderão responder por corrupção ativa, corrupção passiva, organização criminosa, fraude em licitação e lavagem de capitais.

    A operação atinge um dos temas mais sensíveis da política pernambucana: o uso de recursos públicos em contratos milionários de terceirização. Embora a investigação ainda esteja em andamento e não haja condenações, a ofensiva da Polícia Federal aumenta a pressão sobre a gestão municipal e deve provocar forte repercussão no cenário político local.

    Agora, as atenções se voltam para o avanço das investigações e para a identificação dos agentes públicos e empresários que teriam participado do suposto esquema. A expectativa é que as próximas fases da apuração revelem se os indícios encontrados representam casos isolados ou parte de uma estrutura mais ampla de favorecimento dentro da máquina pública.

  • Miguel Coelho desafia União Progressista e ameaça rachar base de Raquel pelo Senado

    Miguel Coelho desafia União Progressista e ameaça rachar base de Raquel pelo Senado

    A corrida pelo Senado na base da governadora Raquel Lyra ganhou contornos de guerra aberta. O ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (União Brasil), deixou claro que não pretende recuar um centímetro na disputa por uma das vagas na chapa majoritária de 2026, mesmo que isso signifique enfrentar a própria Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP.

    Em declaração que repercutiu fortemente nos bastidores políticos, Miguel afirmou que será candidato ao Senado “nem que o União vá avulso”, expondo publicamente a falta de consenso dentro do grupo e colocando pressão direta sobre as lideranças da federação.

    A fala atinge em cheio o deputado federal Eduardo da Fonte (PP), que também trabalha para garantir espaço na chapa governista. O embate entre os dois líderes agora deixa de ser apenas uma disputa interna e passa a ameaçar a unidade da principal aliança política que sustenta o projeto de reeleição de Raquel Lyra.

    Ao descartar qualquer possibilidade de disputar outro cargo, Miguel sinaliza que não aceitará uma solução de acomodação política e aposta no confronto direto para medir forças. Mais do que uma candidatura, o movimento é visto como um recado aos aliados: a vaga no Senado não será negociada sem resistência.

    “Se a gente não tiver uma unidade dentro da Federação, está resolvido. Sai os dois candidatos avulsos ao Senado e vamos deixar quem é importante decidir, o povo”, declarou.

    A declaração expõe uma disputa que vinha sendo tratada com cautela nos bastidores e abre um novo foco de tensão dentro da base governista. Com dois grupos reivindicando o mesmo espaço, cresce o risco de um racha político justamente no momento em que Raquel Lyra tenta consolidar alianças para a eleição de 2026.

    Nos bastidores, a avaliação é que Miguel elevou o tom da disputa ao máximo e transformou uma negociação interna em uma queda de braço pública, cujo desfecho pode redefinir o equilíbrio de forças da política pernambucana nos próximos meses.

  • Pernambuco assume terceira maior taxa de homicídios no país.

    Pernambuco assume terceira maior taxa de homicídios no país.

    Pernambuco aparece entre os estados mais violentos do Brasil e ocupa a terceira maior taxa de homicídios do país, segundo o Atlas da Violência 2026, divulgado nesta terça-feira (26) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

    O levantamento, que reúne dados entre 2014 e 2024, aponta que Pernambuco registrou 37,3 homicídios para cada 100 mil habitantes em 2024 — índice muito acima da média nacional, que ficou em 20,1. O estado fica atrás apenas do Amapá (45,7) e da Bahia (40,9), e à frente de Alagoas (35,9) e Ceará (34,3).

    Ao longo de 2024, Pernambuco contabilizou 3.534 homicídios. Apesar do número ainda elevado, houve redução de 4,4% em relação a 2023, quando foram registrados 3.697 casos. Este também foi o menor número desde 2021.

    Na taxa proporcional de homicídios, o estado apresentou queda de 4,6% na comparação entre 2023 e 2024. Ainda assim, o índice atual representa aumento de 1,1% em relação a 2014.

    O Atlas também mostra que 2017 foi o ano mais violento da série histórica em Pernambuco, com 5.419 homicídios e taxa de 58,6 mortes por 100 mil habitantes. Já o menor número absoluto de homicídios foi registrado em 2014, com 3.358 casos. A menor taxa proporcional aconteceu em 2022, com 36,1 homicídios por 100 mil habitantes.

    Em todo o Brasil, o relatório registrou 42.590 homicídios em 2024. O número representa queda de 6,9% no total de mortes em comparação com 2014, além de redução de 7,4% na taxa nacional de homicídios em relação ao ano anterior.